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	<title>Jerimum Beta &#187; Nordeste</title>
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	<description>Onde a Internet diz Oxente!</description>
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		<title>Nordeste é a região do país mais vulnerável às mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 18:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Sinistro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2966" href="http://jerimumbeta.com.br/nordeste-e-a-regiao-do-pais-mais-vulneravel-as-mudancas-climaticas/28_mhg_sp_nordeste1"><img class="alignright size-medium wp-image-2966" title="28_MHG_sp_nordeste1" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2010/07/28_MHG_sp_nordeste1-300x191.jpg" alt="" width="250" height="159" /></a>NATAL &#8211; O primeiro quadrimestre de 2010 foi o mais quente já  registrado no planeta, de acordo com dados de satélite da National  Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos. No  Brasil, a situação não foi diferente, principalmente na região Nordeste  do país. Entre 1980 e 2005, as temperaturas máximas medidas no estado de  Pernambuco, por exemplo, subiram 3ºC. Modelos climáticos apontam que,  nesse ritmo, o número de dias ininterruptos de estiagem irá aumentar e  envolver uma faixa que vai do norte do Nordeste do país até o Amapá, na  região Amazônica.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados foram apresentados pelo pesquisador Paulo Nobre,  do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), durante a 62ª  Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em  Natal, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A  conclusão é que a região Nordeste do país é a mais vulnerável às  mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da expansão da seca, o pesquisador frisou que o  Nordeste deverá sofrer também com as alterações nos oceanos, cujos  níveis vêm subindo devido ao aumento da temperatura do planeta. Isso  ocorre não somente pelo derretimento das geleiras, mas também devido à  expansão natural da água quando aquecida. Cidades que possuem relevos  mais baixos, como Recife, sentirão mais o aumento do nível dos oceanos. E  Nobre alerta que a capital pernambucana já está sofrendo as alterações  no clima.</p>
<p style="text-align: justify;">- Com o aumento do volume de chuva, Recife tem inundado  com mais facilidade, pois não possui uma rede de drenagem pluvial  adequada para um volume maior &#8211; disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento da região  Nordeste seria a constante associação entre seca e pobreza. A pobreza,  segundo o pesquisador, vem de atividades não apropriadas ao clima local e  que vêm sendo praticadas ao longo dos anos na região. Plantações de  milho e feijão e outras culturas praticadas no Nordeste não são  bem-sucedidas por não serem adequadas à caatinga, segundo Nobre.</p>
<p style="text-align: justify;">- A agricultura de subsistência é difícil hoje e ficará inviável em  breve. Para que o sertanejo prospere, teremos que mudar sua atividade  econômica &#8211; disse.</p>
<p style="text-align: justify;">O cientista citou um estudo feito na Universidade Federal  de Minas Gerais e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que indicou que o  desemprego no Nordeste tenderá a aumentar caso as atividades econômicas  praticadas no interior continuem.</p>
<p style="text-align: justify;">Nobre sugere a instalação de usinas de energia solar como alternativa.</p>
<p style="text-align: justify;">- A Europa está investindo US$ 495 bilhões em produção de  energia captada de raios solares a partir do deserto do Saara, no norte  da África. O mercado de energia solar tem o Brasil como um de seus  potenciais produtores devido à sua localização geográfica e clima, e o  Nordeste é a região mais adequada a receber essas usinas &#8211; indicou.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ficar sem chuva durante longos períodos é motivo de  comemoração para um produtor de energia solar &#8211; disse Nobre, que  ressaltou a importância dessa fonte energética na mitigação do  aquecimento, pois, além de não liberar carbono, ainda economiza custos  de transmissão por ser produzida localmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O potencial do Nordeste para a geração de energia eólica  também foi destacado pelo pesquisador do Inpe. Devido aos ventos alísios  que sopram do oceano Atlântico, o Nordeste tem em seu litoral um  constante fluxo de vento que poderia alimentar uma vasta rede de  turbinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da economia, Nobre chamou a atenção para as  atividades que visam a mitigar os efeitos das mudanças climáticas, que  seriam importantes também para o Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify;">- Os efeitos dessas mudanças são locais e cada lugar as sofre de um modo diferente &#8211; disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos efeitos dessas alterações é o aumento dos eventos  extremos como tempestades, furacões e tsunamis. Em Pernambuco, as chuvas  de volume superior a 100 milímetros em um período de 24 horas  aumentaram em quantidade nos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é terrível, pois as culturas agrícolas precisam de  uma precipitação regular. Uma chuva intensa e rápida leva os nutrientes  da terra, não alimenta os aquíferos e ainda provoca assoreamento dos  rios, reduzindo ainda mais a capacidade de armazenamento dos açudes &#8211;  disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Nobre propõe que os governos dos estados do Nordeste  poderiam empregar ex-agricultores sertanejos em projetos de  reflorestamento da caatinga com espécies nativas. A reconstrução dessa  vegetação e das matas ciliares ajudaria a proteger o ecossistema das  alterações climáticas e ainda contribuiria para mitigá-las.</p>
<p style="text-align: justify;">A implantação de uma indústria de fruticultura para  exportação é outra sugestão de Nobre para preparar o Nordeste para as  mudanças no clima e que poderia fortalecer a sua economia.</p>
<p style="text-align: justify;">- A relação seca-pobreza é um ciclo vicioso de escravidão e  que precisa ser rompido. Isso se manterá enquanto nossas crianças não  souberem ler, não aprenderem inglês ou não conseguirem programar um  celular, por exemplo &#8211; disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, o cientista defendeu também o acesso à educação  de qualidade a toda a população, uma vez que a porção mais afetada é  aquela que menos tem acesso a recursos financeiros e educacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/07/28/nordeste-a-regiao-do-pais-mais-vulneravel-as-mudancas-climaticas-917259903.asp">O Globo</a></p>
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		<title>Novos tremores de terra são registrados no Nordeste brasileiro</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 02:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Sinistro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2833" href="http://jerimumbeta.com.br/novos-tremores-de-terra-sao-registrados-no-nordeste-brasileiro/z51zak0wdeo8h99ke54db6pl"><img class="alignright size-medium wp-image-2833" title="z51zak0wdeo8h99ke54db6pl" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2010/07/z51zak0wdeo8h99ke54db6pl-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Um aumento no registro de tremores de terra no Nordeste do Brasil tem  sido verificado por pesquisadores do Laboratório Sismológico da  Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Apesar de a série  histórica dos dados mostrar que esses abalos são de baixa intensidade,  atividades sísmicas que antes eram observadas em locais específicos  passaram a ser identificadas em outras regiões, sobretudo nos estados da  Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.<span id="more-2832"></span></p>
<p>Segundo o coordenador do laboratório, Joaquim Mendes Ferreira, a área de  maior atividade sísmica no Brasil está na chamada borda da Bacia  Potiguar, que inclui o Rio Grande do Norte e o leste do Ceará, onde nos  últimos anos ocorreram três tremores de terras com magnitude maior ou  igual a cinco pontos na escala Richter.</p>
<p>“Esses tremores causaram o colapso de várias casas e pânico e fuga da  população, causando um sério problema social na região. A magnitude do  sismo está diretamente relacionada com os estragos nas edificações”,  disse Ferreira. “O problema é que atualmente estão sendo identificadas,  por meio de registros de estações sismográficas, novas áreas sísmicas no  Nordeste onde até então não se tinha nenhuma notícia de tremores”,  alerta.</p>
<p>Há outras áreas sísmicas críticas no Brasil, como em cidades do Mato  Grosso, mas essas regiões ainda são pouco povoadas. “No Nordeste, temos a  combinação da atividade sísmica com a alta densidade populacional”,  explica. Na cidade de Alagoinha, em Pernambuco, distante 225 quilômetros  de Recife, no começo do ano foram registrados mais de 50 pequenos  tremores em apenas 10 dias. “Após esse surto, a atividade sísmica na  região caiu e, hoje, os tremores nessa área são mais esporádicos”, disse  Ferreira.</p>
<p>É muito comum que a atividade sísmica no Nordeste se dê na forma de  “enxame”, explica o pesquisador, com a ocorrência de vários tremores  durante longos períodos de tempo. “Isso tem um efeito psicológico  intenso e já causou muito pânico na população, principalmente nas  cidades de João Câmara, Caruaru e Doutor Severiano”, disse.</p>
<p>Os pesquisadores ainda estão investigando as causas dessa intensa  atividade sísmica no Nordeste brasileiro, mas supõe-se que muitos  tremores ocorram pelo fato de a crosta continental da região ser menos  espessa e, por isso, propensa a mais abalos do que o restante do país.</p>
<p>“O fato da espessura da crosta ser menor na região, pelo menos da Bacia  Potiguar, pode ser uma das causas. Sabemos que nem sempre a atividade  sísmica está relacionada com falhas geológicas, mas uma exceção são as  atividades sísmicas em Pernambuco, que estão relacionadas ao chamado  ‘lineamento de Pernambuco’ e suas ramificações, uma falha geológica que  corta todo o estado”, aponta Ferreira. O especialista abordará esse  assunto em conferência na 62ª Reunião Anual da SBPC, evento que a  Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência realizará de 25 a 30 de  julho, em Natal (RN).</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/">Último Segundo</a></p>
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		<title>De que é feito o Jerimum?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 15:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acho que muitos jerimuns já perceberam que o site virou praticamente uma central de podcasts musicais. No entanto, ultimamente temos tentado, com a força e o tempo que temos, lançar podcasts didáticos e interativos, além de entrevistas e debates sobre todo e qualquer assunto que envolva todo o mundo. Acreditamos que o podcast, com todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2398" title="nilo" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2010/03/nilo1.jpg" alt="" width="660" height="100" /></p>
<p>Acho que muitos jerimuns já perceberam que o site virou praticamente uma central de podcasts musicais. No entanto, ultimamente temos tentado, com a força e o tempo que temos, lançar podcasts didáticos e interativos, além de entrevistas e debates sobre todo e qualquer assunto que envolva todo o mundo. Acreditamos que o podcast, com todas as suas qualidades de portabilidade, desapego temporal e amadorismo, seja uma boa opção de entretenimento para o indivíduo.</p>
<p>Dia desses fui perguntado por algo que realmente me &#8216;encafifou&#8217;:</p>
<p><em><strong>Qual o real intuito do Jerimum Beta?<span id="more-2395"></span></strong></em></p>
<p>Juro pela alma da minha mãezinha que logo pensei nas conversas que tive com Zé e Rondinelly sobre a criação do site. Comparei com a nova cara do site, os textos e os podcasts publicados ultimamente e constatei que a obra diverge completamente do projeto. Falamos muito sobre guerras, revoluções, filmes e músicas estrangeiras e coisas que estão além de nossas fronteiras e que interessam muito aos que procuram &#8216;pelo de fora&#8217;. Não que isso seja ruim, já que os que atualmente alimentam o site têm esse vontade de &#8216;cosmopolitagem&#8217;, mas que ainda assim está em desacordo com a idéia original. Essa idéia era a de que escanear o ambiente &#8216;afronteiriço&#8217; em que vivemos e reproduzí-lo ao mundo com nossos comentários. Uma ótima idéia&#8230; não mantida por mim.</p>
<p>Não seria sensato pedir aos atuais jerimuns que mudassem suas escritas e suas falas. A entrada dos mesmos no Jerimum Beta foi desde o início programada para os fins, resultados e cargos que os pertencem (se os pertencem). Sensato é assumir que há tempos não posto textos pela falta de tempo e pela prioridade de outras coisas na frente do tão saboroso Jerimum. <em>Assumo</em> também que Rodrigo <em>assumiu</em> maior participação que qualquer um e que o alto número de visitas se deve em maior parte  a ele. E que Ivan conseguiu para o site um prêmio merecedor de atenção com o melhor podcast musical do ano de 2009, o Rock30.</p>
<p>Passando a régua, o Jerimum é parecido com qualquer site que há por aí. As diretrizes originais não funcionaram, mas continuam sendo nordestinos a trabalharem e a darem o aspecto sem forma que o Jerimum tem hoje. E tenho fé para que quem queira dar forma ao que não a tem, venha e modele. O Jerimum é nosso.</p>
<p>Juro, aos que esperam por textos mais nordestinos e sobre o nordeste, nosso maior empenho, esforço e precisão para com nossas vontades e gostos, que bate e volta, se refletem nas de vocês, nordestinos, sudestinos, sulistas, centroestistas e nortistas&#8230;</p>
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		<title>O Início do Cangaço</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 22:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papéis avulsos]]></category>
		<category><![CDATA[História do Cangaço]]></category>
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		<description><![CDATA[A origem dos primeiros bandos de cangaceiros do nordeste brasileiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_ght" style="auto;"><a href="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lamp.jpg"><img class="size-full wp-image-1494 alignright" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lamp.jpg" alt="Bando cangaceiro de Lampião" width="400" height="259" /></a><br style="clear:both" /><div style="margin:0px;max-width:400px;">Bando cangaceiro de Lampião</div></div></h3>
<h3 style="text-align: justify;">Introdução</h3>
<p style="text-align: justify;">Caso alguém procure saber bem das histórias que moldaram o Brasil, esta pessoa vai encontrar um dos maiores e mais violentos movimentos da história do Nordeste brasileiro: o Cangaço.</p>
<p style="text-align: justify;">Bandos violentos que, viajavam entre cidades e vilarejos, hora aterrorizando sertanejos comuns, hora sendo exaltados pelos mesmos através dos versos da literaturas de cordel ou dos improvisos dos repentistas ou de histórias contadas no alpendre do sítio, com todo mundo sentado no tamborete ouvindo prontamente o mais velho.</p>
<p style="text-align: justify;">Suas histórias eram fantásticas: pessoas que batiam de frente com a &#8220;Justiça de Lei&#8221; e com a polícia e que não se intimidavam com a voz forte do latifundiário.</p>
<p style="text-align: justify;">O miolo da história, todo nordestino sabe, mas como esse movimento se originou? Quais os motivos que levavam uma pessoa a entrar no banditismo?</p>
<h3 style="text-align: justify;">Capitanias Hereditárias &#8211; Vocês lembram?</h3>
<p style="text-align: justify;">Afim de desenvolver uma cultura agrícola , a Coroa Portuguesa viu, na distribuição de terras, uma possibilidade de fixar-se de vez no Brasil. Terras foram repassadas a nobres que tinham a incubência de distribuírem terras entre colonos influentes. A meta era uma só! Encontrar um produto agrícola que dê lucro a Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre tantas apostas, a cana de açúcar se sobressaiu de tal forma, que não contaram outra! Toda a região do brejo nordestino foi tomada por grandes plantações do bem. Mais tarde, com o sucesso da economia, outras regiões nordestinas já estariam tomadas pelos desertos verdes e seus engenhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendas maiores que as grandes cidades do país eram demarcadas e famílias inteiras precisavam sair de onde viviam para se estabelecer em terras improdutivas. A eles só restava isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma família invadia uma terra ou era encontrado pelo dono da mesma, ao chefe da casa era imposta uma simples escolha: ou sair da propriedade ou trabalhar para o latifundiário (normalmente como segurança, aqui chamado de jagunço).</p>
<p style="text-align: justify;">Com a família expulta da terra e em situação crítica, o &#8220;homem da casa&#8221; só tinha como resposta em sua mente, a raiva e a indignação. E como isso era um evento muito frequente, muitas pessoas que passavam pelo mal da expropriação se juntavam em bandos para se vingarem dos latifundiários.</p>
<p style="text-align: justify;">Com fama de destemidos, cruéis e sem amor à vida, mais tarde os cangaceiros chamariam a atenção de todo o país.</p>
<p style="text-align: justify;">FIM DA PRIMEIRA PARTE</p>
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		<title>Como fizeram aquela capa?</title>
		<link>http://jerimumbeta.com.br/como-fizeram-aquela-capa</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Nilo Azul]]></category>
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		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Época]]></category>

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		<description><![CDATA[ ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_nter size-full wp-image-1400" style="auto;"><a href="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fazcaber.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1400" title="fazcaber" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fazcaber.jpg" alt="fazcaber" /></a><br style="clear:both" /><div style="margin:0px;max-width:456px;">fazcaber</div></div></p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que passamos por uma banca de jornal, não dá pra resistir: damos uma rabissaca pra ver o que aconteceu na semana anterior, ou se tem alguma reportagem legal, ou até mesmo pra querer saber o que vai acontecer na novela durante a semana. O que mais atrai a maioria das pessoas para comprar uma revista, é uma capa bem chamativa. Sempre acontece de alguma revista aparecer com uma capa que pode não ter uma letra, mas explica toda a mensagem numa só imagem. E isso é arte.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://colunas.epoca.globo.com/files/592/2009/11/capa_escolhida.jpg" alt="" width="203" height="264" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para mostrar a trabalheira que dá em como fazer suas capas semanalmente, a <a href="http://revistaepoca.globo.com/" target="_blank">Revista Época</a> mantém o site <a href="http://colunas.epoca.globo.com/fazcaber" target="_blank">Faz Caber</a>, com o intuito de mostrar como é realizado todo o processo de criação, escolha e tratamento de imagens até chegar no prjeto final. Quem trabalha com &#8220;ofícios relacionados&#8221;, este espaço serve muito bem pra aprender alguma coisa. E só como garantia de como a equipe é competente, este ano, a <a href="http://revistaepoca.globo.com/" target="_blank">Revista Época</a> ganhou o prêmio de Melhor Capa do Ano pela ANER (Associação Nacional de Editores de Revista) com a manchete &#8220;Voo Air France 447&#8243;.</p>
<p style="text-align: justify;">E só pra galera se ligar de como é toda a trabalheira, segue um vídeo de todo o processo de montagem da capa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="485" height="394" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EjfMopguoP8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="485" height="394" src="http://www.youtube.com/v/EjfMopguoP8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Tudo isso sem querer&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 19:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Nilo Azul]]></category>
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		<description><![CDATA[ai-que-vida_c2d7c2854c985c9258ace1f034718035 Já faz um certo tempo que se fala que a onda de filme bom no Brasil já chegou. É Central do Brasil, Cidade de Deus, Tropa de Elite&#8230; Mas cá pra nós! Vocês já assistiram o filme Ai Que Vida!? Pois bem, não sabem o que estão perdendo. Não tem boa produção, nem bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_nter size-full wp-image-1053" style="auto;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1053" title="ai-que-vida_c2d7c2854c985c9258ace1f034718035" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ai-que-vida_c2d7c2854c985c9258ace1f034718035.jpg" alt="ai-que-vida_c2d7c2854c985c9258ace1f034718035" /><br style="clear:both" /><div style="margin:0px;max-width:400px;">ai-que-vida_c2d7c2854c985c9258ace1f034718035</div></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já faz um certo tempo que se fala que a onda de filme bom no Brasil já chegou. É <em>Central do Brasil, Cidade de Deus, Tropa de Elite&#8230;</em> Mas cá pra nós! Vocês já assistiram o filme <em>Ai Que Vida!</em>? Pois bem, não sabem o que estão perdendo. Não tem boa produção, nem bons atores, nem boa trilha sonora e muito menos boa história.</p>
<p style="text-align: justify;">Então se pergunta logo que porra de post é esse que indica um filme que não tem nada de bom! Bem&#8230; Então é bom ser mais direto e usando as palavras de Rondinelly:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;É tão derrubado que se assiste até o fim, na esperança de tudo não se passe apenas por uma boa brincadeira.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">E a quem bem interessar e assistir, nota-se de supetão que todas as piadas, os chavões, as interpretações e as locações são todos improvisados: até o carro de polícia que aparece perseguindo o pessoal em determinada cena foi cedido pela PM para a realização da mesma!</p>
<p style="text-align: justify;">Citações e brincadeiras a parte, o filme <em>Ai Que Vida! </em>determina, sem tirar nem pôr, toda a caricatura estampada (e censurada ao mesmo tempo) do nordestino brasileiro. Tudo isso sem querer.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/_zfypOwnKrc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/_zfypOwnKrc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Culinária: Bobó de Camarão.</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 15:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Sinistro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papéis avulsos]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>

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		<description><![CDATA[Bobó de Camarão Os pratos baianos sempre marcam presença na culinária nordestina. Com o bobó de camarão não poderia ser diferente. Quem não provou que fique sabendo de uma coisa: Você não sabe o que está perdendo! Isto eu garanto! Mas vamos logo ver como se faz esse negócio, não? Ingredientes: 500g de camarão médio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_nter" style="auto;"><img class="size-full wp-image-873 aligncenter" title="Bobó de Camarão" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/09/bobo.jpg" alt="Bobó de Camarão" /><br style="clear:both" /><div style="margin:0px;max-width:500px;">Bobó de Camarão</div></div></p>
<p>Os pratos baianos sempre marcam presença na culinária nordestina. Com o bobó de camarão não poderia ser diferente. Quem não provou que fique sabendo de uma coisa: Você não sabe o que está perdendo! Isto eu garanto! Mas vamos logo ver como se faz esse negócio, não?</p>
<p><strong>Ingredientes:<br />
</strong>500g de camarão médio limpo.<br />
500 g de camarão médio limpo<br />
1 kg de mandioca<br />
4 colheres (sopa) de azeite de oliva<br />
3 dentes de alho<br />
4 colheres (sopa) de manteiga<br />
1   cebola<br />
1   pimentão vermelho<br />
200 ml de leite de coco<br />
4 colheres (sopa) de azeite de dendê<br />
sal e pimenta-dedo-de-moça a gosto<br />
2 colheres (sopa) de coentro fresco</p>
<p><strong>Modo de Preparo</strong>:</p>
<p>1. Numa tábua, pique os dentes de alho, a cebola, o coentro e a pimenta dedo-de-moça. Corte o pimentão ao meio no sentido do comprimento, retire as sementes e corte em cubinhos.</p>
<p>2. Descasque a mandioca e corte em pedaços grandes. Transfira para uma panela e cubra com água. Leve ao fogo alto e deixe cozinhar até que a mandioca fique macia.</p>
<p>3. Numa frigideira, coloque o azeite de oliva e leve ao fogo médio. Quando esquentar, acrescente o alho e refogue até dourar. Aumente o fogo, adicione os camarões e refogue por 3 minutos. Reserve.</p>
<p>4. Em outra panela, coloque a manteiga e leve ao fogo médio. Quando derreter, acrescente a cebola e o pimentão. Refogue por cerca de 5 minutos. Reserve.</p>
<p>5. No liquidificador, bata a mandioca ainda quente, o leite de coco, o azeite de dendê e o refogado de cebola com pimentão até obter um creme homogêneo. Se o copo do liquidificador for pequeno, bata os ingredientes em duas etapas.</p>
<p>6. Numa panela grande, coloque o camarão refogado, o creme de mandioca e leve ao fogo alto. Quando ferver, tempere com sal e pimenta dedo-de-moça picada. Desligue o fogo e adicione o coentro. Misture bem e sirva quente.</p>
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		<title>JerimumTube: O Rei do Baião</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 12:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papéis avulsos]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gonzaga]]></category>
		<category><![CDATA[Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
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		<category><![CDATA[RCA]]></category>
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		<description><![CDATA[Esse mês falaram muito sobre os 20 anos da morte de Raul Seixas. Louvável, visto que sua música e comportamento foram muito importantes como protesto durante o governo dos militares. Mas esqueceram de falar do maior ícone musical nordestino que morreu no mesmo mês: Luiz Gonzaga! Luiz Gonzaga era uma grande figura! Nasceu no Sítio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" src="http://www.teresopolisprimeira.com.br/Imagens/luizGonzaga.jpg" alt="" width="176" height="162" />Esse mês falaram muito sobre os 20 anos da morte de Raul Seixas. Louvável, visto que sua música e comportamento foram muito importantes como protesto durante o governo dos militares. Mas esqueceram de falar do maior ícone musical nordestino que morreu no mesmo mês: Luiz Gonzaga!</p>
<p style="text-align: justify;">Luiz Gonzaga era uma grande figura! Nasceu no Sítio Caiçara, onde aprendeu logo cedo a tocar a sanfona. Daí, sua vida ficou tão movimentada que dava pra virar um filme! Se apaixonou por uma moça da região e foi ameaçado de morte pelo pai da moça. Fugiu e foi servir o exército em Minas Gerais. Logo depois foi morar no Rio de Janeiro, viver da música tocada nos cabarés da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não demorou muito para reconhecerem seu talento: a RCA estava gravando seu primeiro disco em 1945.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre estes discos, muitas de suas músicas ficaram mundialmente famosas, como Asa Branca. E não tão diferente de Raulzito, suas músicas eram imbuídas de críticas às políticas não desenvolvidas no Nordeste, ao coronelismo e à falta de assistencialismo da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Segue abaixo alguns vídeos com o Rei do Baião.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/nQrYu-Gy9SQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/nQrYu-Gy9SQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="409" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/7G5sK7kNr4U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="409" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/7G5sK7kNr4U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/dL3vzrFMQto&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/dL3vzrFMQto&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>O Nilo Azul: O País de São Saruê</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 12:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Nilo Azul]]></category>
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		<description><![CDATA[S.Saruê - cartazDentre tanto material do universo cinematográfico brasileiro (alguns bons outros ruins), um número considerável de obras audiovisuais (de temáticas sociais) chegaram às garras da Ditadura Militar Brasileira e por lá ficaram. No meio desses arquivamentos governamentais, muito se perdeu. Do que se salvou, existe uma obra-prima que retrata com uma fidelidade espantosa a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_ft size-full wp-image-751" style="auto;"><img class="alignleft size-full wp-image-751" title="S.Saruê - cartaz" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/08/S.Saruê-cartaz.jpg" alt="S.Saruê - cartaz" /><br style="clear:both" /><div style="margin:0px;max-width:216px;">S.Saruê - cartaz</div></div>Dentre tanto material do universo cinematográfico brasileiro (alguns bons outros ruins), um número considerável de obras audiovisuais (de temáticas sociais) chegaram às garras da Ditadura Militar Brasileira e por lá ficaram. No meio desses arquivamentos governamentais, muito se perdeu. Do que se salvou, existe uma obra-prima que retrata com uma fidelidade espantosa a vivência do homem do sertão.</p>
<p style="text-align: justify;">O País de São Saruê, de Vladimir Carvalho, não é apenas um filme sobre a seca e o sertanejo sofrido. O documentário fala sobre a resistência do colonialismo instituído na região sertaneja há séculos, que mantinha os trabalhadores dependentes dos latifundiários. Aborda também a penetração de multinacionais para a exploração do algodão. E que a vinda dessas empresas trazia junto bens de consumo muito além das capacidades financeiras do trabalhador. Entrevista empresários, políticos e estrangeiros que acreditavam na sobrevivência da terra. Mas sobretudo mostra a resistência corajosa e apaixonada do homem para sua terra.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_ght size-full wp-image-755" style="auto;"><img class="alignright size-full wp-image-755" title="86_1153-Saruê" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2009/08/86_1153-Saruê.JPG" alt="86_1153-Saruê" width="143" height="213" /><br style="clear:both" /><div style="margin:0px;max-width:143px;">86_1153-Saruê</div></div>E como dito no começo, todo este material, censurado em 1971 e lançado em 1979, seu original passou anos engavetado em um desses arquivos verde-exército e acabou sendo perdido. Mas só depois de encontrada uma cópia negativa do filme, foi realizado um processo de restauração que durou 2 anos e só em 2004 relançado.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme O País de São Saruê é considerado uma das maiores representações documentais da identidade brasileira. Um material pouco acessado pelo público brasileiro e reconhecido por muitos como modelo único no cinema brasileiro.</p>
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		<title>Apresentando: Elomar Figueira de Melo</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 11:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allyson Gabriel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papéis avulsos]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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		<description><![CDATA[É muito comum aqui no Brasil que as coisas boas fiquem escondidas aos olhos do povo. Digo isso porque existe um caso que já virou quase unanimidade, que é chegar para uma pessoa, muitas das vezes pessoas que se dizem cultas, e perguntar se conhecem seres como Elomar Figueira de Melo. A resposta quase sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É muito comum aqui no Brasil que as coisas boas fiquem escondidas aos olhos do povo. Digo isso porque existe um caso que já virou quase unanimidade, que é chegar para uma pessoa, muitas das vezes pessoas que se dizem cultas, e perguntar se conhecem seres como <strong>Elomar Figueira de Melo</strong>. A resposta quase sempre é a mesma: &#8220;Quem?&#8221; ou &#8220;Elo-o-que?&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu me pergunto se isso acontece pelo fato do próprio Elomar querer se manter fora da mídia e dos grandes públicos(que eu não acredito que o seja), ou se é por pura displicência nossa, deixar passar uma coisa tão grande como Elomar.<br />
Ora! As coisas estão aí no mundo para serem ouvidas, vistas, mas as pessoas guardam receio quanto a isso. Pensam que tal coisa não lhes é acessível ou que não são inteligentes o bastante para contemplar, ou qualquer outro motivo que seja.
</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, Elomar é uma dessas criaturas cuja obra é de uma completude tão grande que não há quase nada que se compare. E ao mesmo tempo ele consegue ser uma figura simples, pacata, que quem vê duvida.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam o que o <strong>Vinícius de Morais</strong> disse certa vez:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;A mim me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro. No dia em que &#8220;o sertão virar mar&#8221;, como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda &#8220;Duas Passagens&#8221;, entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Depois disso, deixo um dos poucos vídeos que há dele pela <em>internet</em> para quem quiser contemplar essa grandeza:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/at8rvHhMesY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/at8rvHhMesY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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