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	<title>Jerimum Beta &#187; jornalismo</title>
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	<description>Onde a Internet diz Oxente!</description>
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		<title>Jerimum Beta</title>
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		<title>FRED, o projeto de cartunista</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 14:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O premiado cartunista Fred Ozanan chegou a acreditar que, enquanto profissional, não daria certo. Mas já tem convite para expor seus trabalhos no Museu do Cartoon em Paris Há quem diga que para se tornar um cartunista profissional é preciso ter habilidade com o lápis desde a infância. Para o paraibano Fred Ozanan, esta regra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://jerimumbeta.com.br/fred"><img class="size-full wp-image-4020 aligncenter" title="Fred" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Fred.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;" dir="ltr">O premiado cartunista Fred Ozanan chegou a acreditar que, enquanto profissional, não daria certo. Mas já tem convite para expor seus trabalhos no Museu do Cartoon em Paris<span id="more-4018"></span></h2>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Há quem diga que para se tornar um cartunista profissional é preciso ter habilidade com o lápis desde a infância. Para o paraibano Fred Ozanan, esta regra não se aplica muito bem. Foi apenas aos 21 anos, quando universitário do curso de Desenho Industrial, que o jovem interessou-se por charge. Traduzir em traços uma visão particular sobre os acontecimentos à sua volta era algo fascinante. E foi justamente a vontade de denunciar o que via que fez o jovem ir a fundo nas charges.A carreira de Fred começou de forma meteórica. No início, suas charges já circulavam por cinco jornais de diferentes estados e as mensagens dos seus desenhos já causavam impacto em quem observava. Percebendo a responsabilidade em suas mãos, Fred resolveu estudar Jornalismo para entender o seu dever, como cartunista, frente à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://jerimumbeta.com.br/fred/charge-ministerio" rel="attachment wp-att-4042"><img class="aligncenter  wp-image-4042" title="CHARGE MINISTERIO" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/CHARGE-MINISTERIO.jpg" alt="" width="576" height="386" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Sua personalidade forte lhe trouxe bons e maus resultados. Nunca, em 25 anos de carreira, Fred deixou que seu trabalho sofresse interferência das empresas pra as quais trabalhou. Segundo ele, a assinatura que acompanha a arte denota que todas as ideias que estão ali vieram somente dele. Insatisfeito com a falta de liberdade nos trabalhos que desenvolvia, o cartunista resolveu continuar sem vínculo com nenhum jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">O chargista faz questão de reclamar a falta de atenção das instituições com os artistas paraibanos. A seu ver, são exatamente estes artistas que mostram o Estado através da arte. Interessante perceber este aspecto, já que Fred tem dezenas de premiações no Brasil e em outros países, como no Salão de Humor de Piracicaba, do qual já participou de 21 das 38 edições do evento.</p>
<p style="text-align: justify;">A dedicação com sua empresa de publicidade e a falta de estímulo fizeram com que Ozanan deixasse a dedicação às charges por um ano e meio. Agora, ele busca resgatar o tempo perdido expondo os seus desenhos em salões de humor do Brasil e de outros países, levando o seu trabalho a uma popularidade jamais vista. Não é à toa: o cartunista foi convidado para levar seus trabalhos para o Museu do Cartoon, em Paris. Além disso, estará lançando, em breve, um livro de charges feitas apenas com o mouse, diferente de outros desenhistas que utilizam o tablet e caneta óptica para trabalhar, Fred mostra que sua inquietação  lhe serve como força motriz para instigar a criatividade. Que continue assim.</p>
<p style="text-align: justify;">ЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖ</p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;">ЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖ</p>
<p style="text-align: justify;">TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA COM FRED OZANAN</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">ЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖЖ</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="color: #333300;">Há quanto tempo é cartunista?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Eu acredito que já tá chegando&#8230; Eu não tenho uma data exata, mas eu acho que tá chegando aos 25 anos. É que eu sou assim. Não sou muito ligado em data.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Como surgiu a ideia seguir carreira como cartunista?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Olha. É uma coisa inusitada porque surgiu por acaso, né? Eu sempre digo que eu sou o protótipo de um profissional que tinha tudo pra não dar certo. Porque todo cartunista começa a desenhar quando criança. Eu comecei já como adulto. Já tinha 21 anos. E outra coisa: continuo morando no interior da Paraíba e continuo insistindo em falar do Nordeste, né&#8230; É tudo ao contrário do que normalmente acontece na vida de qualquer pessoa bem sucedida numa carreira &#8220;daqui pra fora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Você é jornalista. Você entrou pra o jornalismo já com o intuito de se tornar um cartunista profissional ou isso foi decorrente de alguma outra coisa?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Na verdade se deu ao contrário, né? Porque eu fazia Desenho Industrial. Tava concluindo Desenho Industrial e comecei a fazer a charge e comecei a me interessar pelo jornalismo. Então o jornalismo realmente me encantou, a forma da comunicação, e o interessante é que eu já trabalhava em cinco jornais diferentes, tanto na Paraíba quanto fora da Paraíba, já tinha registro profissional como jornalista, mas fiz questão de fazer vestibular e fazer comunicação. Porque todo jornalista se forma pra ter o registro. Eu já entrei na universidade com o registro profissional. Eu queria conhecer o outro lado da comunicação, vamos dizer assim: o lado teórico do jornalismo que eu tinha aprendido na prática.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://jerimumbeta.com.br/fred/desenhosoldado" rel="attachment wp-att-4047"><img class="size-medium wp-image-4047 alignleft" title="desenhosoldado" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/desenhosoldado-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>E hoje? A produção de notícia escrita ainda lhe interessa?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Me interessa muito. Eu acho que a comunicação é uma coisa fascinante, agora eu só fico triste em ver que a nossa carreira está sendo bombardeada com muita gente que não tem qualificação nenhuma, pessoas que não sabem nada de jornalismo, não conhecem nada de comunicação e usam os instrumentos, usam os meios de comunicação, tanto rádio, TV ou jornal, apenas pra ganhar dinheiro. Isso aí eu acho triste porque passa a ser a notícia manipulada, a informação não é verdadeira, tudo passa a ser forjado em função do interesse econômico.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Existe algum tipo de interferência de ideias no seu trabalho?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Não. Eu não admito. Tanto que é que eu saí do jornal por função disso. Porque eu acho o seguinte: porque nós, como cartunistas, temos uma linha de pensamento. Quer dizer, eu tenho uma responsabilidade com o meu trabalho, como tem o veículo de comunicação que me publique. Eu assumo a responsabilidade pelo que eu faço e a partir do momento em que você aceita interferência, você não apenas está subtraindo de você, sua capacidade, como você está dando vazão a opiniões idiotas, momentâneas e direcionadas, tendenciosas, de alguém que não conhece nada de charge, cartum ou caricatura e quer usar o teu meio apenas para se completar em algum momento.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Qual assunto você mais aborda em suas charges?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Uma das temáticas do meu trabalho, uma característica muito própria que é conhecida nacionalmente é a questão social. Meu trabalho tem uma afinidade muito grande com o povo porque a linguagem que eu utilizo é uma linguagem extremamente popular, é uma linguagem de fácil entendimento e é uma linguagem visual que está na nossa cara e às vezes a gente passa desapercebido. E a partir do momento em que eu faço aquela denúncia, ela passa a ser um referencial.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Qual a diferença entre cartum charge e caricatura?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Olha, a charge tem um atrelamento direto com os fatos do cotidiano. Ela tem a ver com fatos econômicos, políticos e sociais do momento. O cartum, ele funciona como uma piada gráfica. Ele tanto é de entendimento mundial como a função dele, basicamente, é fazer rir. E a caricatura é a forma grotesca com que você representa alguma coisa. Tá muito associada à fisionomia humana, mas a caricatura, a partir de um momento que você faça um desenho desse microfone, por exemplo, você faz estilizada uma caricatura dum microfone. Pode fazer uma pessoa, um carro, qualquer coisa! E o poeta Manoel Monteiro, com muita propriedade de um cordel que ele fez, &#8220;A História de Fred&#8221;. Ele define essa pergunta que você me fez que, naturalmente, em toda palestra que eu vou, eu tenho que responder. E Manoel Monteiro, poeta popular, com sua sabedoria e sua inteligência, definiu dessa forma: &#8220;A piada permanente tem sua voz no cartum. Já a charge marca o instantâneo do presente. Pode abater presidente, fazer ruir estrutura. Enquanto a caricatura tem seu lado pitoresco, trazendo o ângulo grotesco da pessoa que figura.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Como você recebeu esta homenagem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Pra mim foi marcante na minha vida, porque eu sempre tive uma ligação muito forte com a cultura popular do Nordeste. Eu posso dizer que sou dos poucos cartunistas do nordeste que quando saio daqui, falo do Nordeste&#8230; Continuo batendo nessa temática. Uma das maiores alegrias, como falei, foi ter conhecido Manoel Monteiro e ter estabelecido com ele um pacto de amizade e de solidariedade de trabalho, que a gente trabalha mutuamente: ele na área do cordel e eu na área do cartum. Mas a gente se completa quando a gente consegue levar a mensagem ao povo. E falando de Manoel Monteiro, dentro do meu cordel tem uma frase que eu acho que resume bem o que eu sinto, que é o que eu faço. Que quando ele viu o meu trabalho, ele fez uma frase dizendo mais ou menos assim: &#8220;Inspirado autodidata registra em belos cartuns, os sentimentos comuns da região que retrata. Lamenta a morte da mata, a poluição motriz, a sequidão infeliz, bebendo todas as águas. Como artista, essas mágoas que o povo sente e não diz.&#8221; Acho que isso aí, ele sintetizou, realmente, o que é o meu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Já teve algum trabalho publicado que o público criticou negativamente?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Tem várias fases da carreira&#8230; Tem muita coisa polêmica&#8230; Porque o seguinte: a charge, ela está colocada de uma forma que o leitor tem que ter uma carga de conhecimento. Caso contrário ele não vai ter poder de fazer nada. Eu lembro uma charge minha que foi muito criticada em muitos aspectos, foi uma charge que eu fiz da morte de Michael Jackson que, aliás, era um dos meus ídolos. Muita gente não entendeu e tratou de forma pejorativa, mas o interessante é que o desenho não tinha a caricatura de Michael Jackson. Não dizia que era Michael Jackson e não tinha nenhuma referência a ele. Quer dizer, as pessoas imaginavam e criavam e criticavam alguma coisa que não sabiam. Eu podia ter falado de qualquer outra coisa. Eu acho que eu fiz uma charge viva. Porque a pessoa que já tem uma predisposição pra criticar, às vezes faz uma crítica em cima de uma coisa que ela não conhece e que o cartunista não falou.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://jerimumbeta.com.br/fred/seca-danada-ok" rel="attachment wp-att-4048"><img class="size-medium wp-image-4048 alignright" title="seca danada ok" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/seca-danada-ok-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Suas charges são montadas a partir de uma opinião particular ou a opinião faz parte de um discurso geral?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Olha. Ela é uma opinião particular, mas dentro de um contexto. Porque quando eu vou fazer uma charge, eu estudo vários aspectos, entendeu? Dependendo da sua abrangência e tal. Então eu procuro fazer uma pesquisa em cima de informações, de fatos, porque como eu falei, a charge é uma síntese. Então eu tenho que sintetizar de uma forma muito clara, muito objetiva, aquilo que eu quero falar. E a prova é tanta, dessa minha preocupação, que eu passei no Diário da Borborema há 20 anos atrás, foi quando eu comecei; e hoje tem gente da universidade pesquisando minha charge sobre a Ditadura Militar, utilizando a charge de 20 anos atrás, do Diário da Borborema, como referencial de pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Quais são os assuntos que você procura não abordar em suas charges?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Olha. Qualquer assunto pra mim é interessante, desde que esteja em evidência. Mas assim, eu evito muito questões polêmicas e duvidosas. Porque às vezes você emite uma opinião que você termina contrariando alguma coisa que você não tem certeza daquilo. Então eu não gosto de fazer esse tipo de trabalho. Outra coisa: eu não gosto duma charge revanchista, rancorosa&#8230; Eu não gosto. Eu gosto de fazer humor pelo humor. A graça pela graça. Então no fundo, no fundo, tem que ter humor. Você tem que extrair daquilo um sorriso e depois, até, um ponto de indignação. Mas tem que ter alguma coisa que deixe pensar.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Como você faz para que uma denúncia em forma de charge não se vire contra você?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Como te falei. Tem que ter cuidado. Tem que ter conhecimento do que está falando. Eu tenho várias charges dentro deste aspecto. Na ideia do preconceito, do racismo, você tem que saber como colocar, porque no caso do racismo no Brasil, ele é uma coisa histórica. Quer dizer: é uma coisa que não nasceu hoje. Então você fazer um determinado tipo de crítica que você critique a situação e não o personagem. Aí é que está a diferença. Você pode criticar a situação como um todo e não apenas particularizar em cima de algum conceito&#8230; Alguma opinião isolada que termine, nesse caso, direcionando para as minorias.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Quais outros chargistas você considera que mereça um olhar mais atento?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Eu acompanho muita coisa. No Brasil, eu acompanho muitos cartunistas. Principalmente os cartunistas diários. Eu gosto muito do trabalho do Jean, da Folha de São Paulo. O trabalho dele é um trabalho maduro. Ele é um cara jovem, mas é um trabalho maduro que tem uma visão crítica&#8230; Uma carga crítica muito forte. Eu gosto muito do trabalho do &#8220;Dausch&#8221; que é de Campinas, da Folha de Campinas e é um dos cartuns que eu tenho mais afinidade com o tipo de humor. Eu gostava muito do trabalho do &#8220;Enfiu&#8221;. O Enfiu pra mim foi um grande referencial pra formação, não só intelectual como a formação de vários cartunistas deste país pela sua forma com que ele tocava em determinadas questões e eu acho que é por aí. Agora o meu trabalho de buscar os trabalhos dos outros cartunistas é todo dia. Todo dia eu olho. Da mesma forma com que eles olham o meu trabalho, eu acompanho o trabalho deles. Isso é muito bom. Esse feedback pra você saber o que está sendo produzido no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Além do cordel de Manoel Monteiro, você também foi homenageado por instituições. Inclusive, há pouco tempo, pelo Salão Internacional de Humor de Piracicaba. De que forma o seu trabalho chega a estes lugares distantes?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Aqui na Paraíba é muito isolado. Eu comecei participando de Salões de Humor que deram uma grande abertura nacional ao meu trabalho. Hoje eu já estou numa referência de vida, de profissão muito forte. Porque, por exemplo, o Salão de Piracicaba está completando 38 anos. Desde 38 anos, 21 anos eu classifiquei meu trabalho. E não é fácil. Nesse ano, pra você ter uma ideia, foram 4.300 trabalhos de cartunistas de 65 países. Só selecionaram 300. Destes 300 tinham dois trabalhos meus. Isso anualmente. Nesses últimos anos, no Brasil, eu classifiquei em todos os Salões Nacionais e (Salões) Internacionais. Fui classificado em todos eles.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Qual a relação entre o seu trabalho e a Paraíba?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Lamentavelmente não tem relação nenhuma. Porque eu comecei sem incentivo. Nunca tive incentivo de nada&#8230; Nunca tive o apoio de nada. Meu contato é mais com as pessoas, com o público. Com a Paraíba instituição não tenho vinculação nenhuma. É tanto que no início eu me incomodava porque eu passei três anos de minha vida sendo patrocinado pelo Governo do Piauí. Algumas vezes fui patrocinado pelo Pernambuco. Isso fez com que as pessoas do Sul, normalmente os salões (de humor) acontecem lá, tirassem o referencial que eu tenho da Paraíba. Eles não sabem se eu sou do Pernambuco, se eu sou do Piauí. É tanto que se você olhar, no último Salão de Piracicaba, que eu fui pro júri, tem lá: Dálcio (Revista Veja), Baptistão (Estadão, Da Costa (Folha de Santos), Gustavo (Revista Lance), Fred Ozanan&#8230; acabou. Eu sou eu, cabou-se. Virou um rótulo. Eu lamento não poder fazer mais, mas é aquela coisa. Eu não vou me matar pra estar divulgando um Estado que não faz nada por mim, e aí tenha paciência.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Quais são seus trabalhos mais marcantes?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Cada um foi uma história. Eu fui premiado em quase oitenta salões. São quase oitenta trabalhos premiados. Cada um deles tem uma história, tem um momento, então cada um deles pra mim se torna importante. Às vezes eu não consigo levar esse ou aquele como mais ou menos relevante. Eu acho que é extremamente importante essa ascensão do trabalho e o seu nome, a projeção que você consegue. Tem fatos inusitados, por exemplo, eu estava em Piracicaba e meu trabalho estava concorrendo ao &#8220;prêmio internet&#8221; que é uma votação mundial. Estava um russo lá, que é muito conhecido, tinha um norte-americano, dois paulistas e eu, né? Quando eu cheguei lá, a votação era do russo porque o russo estava melhor na sexta feira que eu cheguei. Quando foi no sábado, chegou o embaixador da &#8220;União Soviética&#8221;. Pra você ver o apoio que esses caras têm, né? E na hora da premiação, quem ganhou fui eu. É uma coisa que você fica assim, né? Você fica perdido no mar, com uma bóia, sem saber o que fazer com ela.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><img class="alignright size-medium wp-image-4049" title="twitter p publicacao" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/twitter-p-publicacao-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Algum novo trabalho?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">É que eu sou muito irrequieto. Eu não paro com minhas coisas e eu tinha passado um ano e meio sem desenhar e aconteceu que eu voltei a desenhar agora, classifiquei em tudo quanto foi salão&#8230; Classifiquei no Peru, que é um salão sobre ecologia, classifiquei num salão importantíssimo na Europa que é o da Espanha, da Universidade de Alcalá. Só teve cinco brasileiros classificados e eu classifiquei, eu sou um deles. Esse salão pra mim é importantíssimo porque a universidade passa um ano circulando na Europa e divulgando o seu trabalho. Você fica super conhecido, né? Outro fato importante. Eu tenho que ir à Paris pra colocar um trabalho no Museu do Cartum, que desde o ano passado que eu fui convidado e não fui ainda, classifiquei no Salão Carioca de Humor, Classifiquei em Piracicaba, estou aguardando a final do Prêmio Charge do Salão Internacional da Bahia, que quando eu comecei não sabia que a votação era pela internet, quando eu comecei, o cara que tava na minha frente tinha noventa pontos à minha frente, hoje eu estou com cinqüenta e sete na frente dele, faltando uma semana pra terminar. Eu acho que isso são coisas que vão acontecendo e às vezes eu não divulgo porque é muita coisa pra se fazer, mas eu acho que é importante pra mim como cartunista e pra vocês que são paraibanos e que a gente acompanha. A gente projeta o nome da cidade de Campina Grande e o nome do Estado de uma forma muito positiva.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Do início da sua carreira para agora, o quanto o seu traço evoluiu?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Olha. Por incrível que pareça, eu acho que desenhava melhor quando eu comecei, porque eu era mais cuidadoso. Eu tenho um traço muito solto. Ele é muito despojado. Ele não é muito cheio de regrinhas pra se fazer. Eu faço a coisa meio que num traço rápido. Minha vontade é que a ideia saia, que flua com naturalidade. Então o traço às vezes fica em segundo plano, mas agora eu desenvolvi uma coisa. Meu novo projeto é um livro de charges feitas só com o mouse. Foi uma coisa que impressionou o pessoal do sul porque as pessoas usam o tablet que é uma caneta ótica que usa direto no computador, o scanner para escanear o desenho a partir do original. E eu faço a caricatura direto do mouse sem nenhum tipo de recurso gráfico, nenhum efeito de Photoshop, nada. É simplesmente o mouse e quando eu tento colorir são cores chapadas que tem no Corel Draw.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Obrigado pela entrevista.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Eu que agradeço.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #808000;">Ainda depois da entrevista, o microfone ficou ligado.</span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>O seu trabalho não sai mais em jornais?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Eu estou usando mais o blog, porque eu tive interferência dentro do trabalho. Não dá certo esse tipo de coisa. Porque na verdade o jornal é um ponto de convergência com o leitor, mas nunca foi meu ponto principal. Meu trabalho sempre girou em torno dos salões de humor. E agora você vê que as editoras entram direto no meu blog, as revistas entram no meu blog. Pra mim é muito mais interessante porque é um público específico que tem mais a ver.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Você já lia quadrinhos antes?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Eu sempre gostei muito de charge, cartum e caricatura, mas eu não sabia que tinha um jeito pra fazer, né? Quando adolescente, eu lia muito a Revista Mad e achava muito bacana as críticas dos filmes, gostava muito do desenho, e quando eu comecei a desenhar, eu comecei no jornal, eu tinha a ideia, mas não sabia desenhar. Quando eu comecei no jornal, eu criava um personagem parecido com o de Aragonés, que é um cartunista espanhol que morou muito tempo nos Estados Unidos, porque eu achava o traço dele engraçado&#8230; Muito reto e tal. Mas hoje meu trabalho não tem mais nada a ver com ele. Aí é que eu digo pras pessoas que começam: &#8220;Você tem que imitar alguém. Agora você não pode ser imitador de alguém. Você quando começa tem que ter aquela pessoa como referência, mas você não pode estar imitando aquela pessoa toda vida.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"> <span style="color: #333300;"><strong>O que difere seus trabalhos dos outros?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Eu acho que é essa linguagem do social. Eu tenho uma visão muito apurada do social, mas eu acho que aí junta muita coisa. Junta a questão do aprendizado de vida, da experiência que você tem, essa parte política também, porque como eu lido com política, essas coisas todas&#8230; Você aprende essas coisas no dia-a-dia. Essa coisa do cotidiano faz com que você faça uma filtragem dos fatos e você transforme isso em humor engraçado e contundente. Mas ele é real.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><img class="alignleft size-medium wp-image-4050" title="cristo" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/cristo-300x231.jpg" alt="" width="300" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Qual a diferença entre as charges do Brasil pras de outros países?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">A gente tem que ter um cuidado muito grande quando se trata de humor. É aquela coisa de você procurar fazer graça sem buscar atingir questões de religiosidade, de sexo. Porque quando você vai participar de um salão, no meu caso em particular, eu procuro ler um pouco sobre o país que eu vou &#8220;fazer&#8221; o trabalho. Necessariamente um trabalho bem sucedido no Brasil, ele vá se dar bem na Espanha. Vai se dar bem na Turquia, no Irã, por exemplo. A gente está agora participando do Salão do Irã. O Irã é muito fechado. Você tem que saber até que ponto você pode criticar. Você não pode sair jogando a toa traços e piadas, quando, na verdade, você sabe que pode atingir muita gente. Muito embora a gente saiba que tem uma pré-seleção, um bocado de coisa. Quem é que sabe onde é que isso vai cair? Você tem que entender que é como se você visitasse a casa do seu vizinho. Seus hábitos são uns, os deles são outros. Você tem que se adaptar a uma realidade pra você fazer piadinha com as coisas dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>Tem alguma característica que você possa citar?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">O humor chinês preza muito pela qualidade do desenho. É um desenho muito bom, muito bonito. O desenho iraniano é um desenho muito rico na sua técnica. O desenho brasileiro é mais despojado, é um desenho mais livre, mais solto. Em termo de qualidade, de conteúdo, ele se equivale. Mas a diferença do nosso trabalho, dos cartunistas do Brasil para os cartunistas europeus, principalmente, é que eles têm uma formação em escolas de Belas Artes, tem toda uma informação em cima de cultura&#8230; De artes&#8230; E a gente não tem esse hábito aqui. A maioria dos cartunistas aprende por acaso, são autodidatas, aprendem involuntariamente na experiência do dia-a-dia. É uma grande diferença você competir com o trabalho de pessoas que têm uma formação técnica em escolas de Belas Artes, escolas voltadas para o trabalho de desenho de representação gráfica.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="color: #333300;"><strong>O motivo é sempre social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Os salões internacionais têm dois pontos importantes. A caricatura, que tem uma linguagem mundial. Você faz de uma personalidade mundial, ela vai pra qualquer lugar. E o cartum, porque ele também tem uma linguagem mundial. Então estes dois tipos de desenhos é o que eles realmente propagam no mundo todo.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">ЖЖЖ</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://fredcartunista.blogspot.com/" target="_blank">Blog do chargista Fred Ozanan</a></p>
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O premiado cartunista Fred Ozanan chegou a acreditar que, enquanto profissional, não daria certo. Mas já tem convite para expor seus trabalhos no Museu do Cartoon em Paris
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O premiado cartunista Fred Ozanan chegou a acreditar que, enquanto profissional, não daria certo. Mas já tem convite para expor seus trabalhos no Museu do Cartoon em Paris
Há quem diga que para se tornar um cartunista profissional é preciso ter habilidade com o lápis desde a infância. Para o paraibano Fred Ozanan, esta regra não se aplica muito bem. Foi apenas aos 21 anos, quando universitário do curso de Desenho Industrial, que o jovem interessou-se por charge. Traduzir em traços uma visão particular sobre os acontecimentos à sua volta era algo fascinante. E foi justamente a vontade de denunciar o que via que fez o jovem ir a fundo nas charges.A carreira de Fred começou de forma meteórica. No início, suas charges já circulavam por cinco jornais de diferentes estados e as mensagens dos seus desenhos já causavam impacto em quem observava. Percebendo a responsabilidade em suas mãos, Fred resolveu estudar Jornalismo para entender o seu dever, como cartunista, frente à sociedade.

Sua personalidade forte lhe trouxe bons e maus resultados. Nunca, em 25 anos de carreira, Fred deixou que seu trabalho sofresse interferência das empresas pra as quais trabalhou. Segundo ele, a assinatura que acompanha a arte denota que todas as ideias que estão ali vieram somente dele. Insatisfeito com a falta de liberdade nos trabalhos que desenvolvia, o cartunista resolveu continuar sem vínculo com nenhum jornal.
O chargista faz questão de reclamar a falta de atenção das instituições com os artistas paraibanos. A seu ver, são exatamente estes artistas que mostram o Estado através da arte. Interessante perceber este aspecto, já que Fred tem dezenas de premiações no Brasil e em outros países, como no Salão de Humor de Piracicaba, do qual já participou de 21 das 38 edições do evento.
A dedicação com sua empresa de publicidade e a falta de estímulo fizeram com que Ozanan deixasse a dedicação às charges por um ano e meio. Agora, ele busca resgatar o tempo perdido expondo os seus desenhos em salões de humor do Brasil e de outros países, levando o seu trabalho a uma popularidade jamais vista. Não é à toa: o cartunista foi convidado para levar seus trabalhos para o Museu do Cartoon, em Paris. Além disso, estará lançando, em breve, um livro de charges feitas apenas com o mouse, diferente de outros desenhistas que utilizam o tablet e caneta óptica para trabalhar, Fred mostra que sua inquietação  lhe serve como força motriz para instigar a criatividade. Que continue assim.
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TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA COM FRED OZANAN
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Há quanto tempo é cartunista?
Eu acredito que já tá chegando&#8230; Eu não tenho uma data exata, mas eu acho que tá chegando aos 25 anos. É que eu sou assim. Não sou muito ligado em data.
Como surgiu a ideia seguir carreira como cartunista?
Olha. É uma coisa inusitada porque surgiu por acaso, né? Eu sempre digo que eu sou o protótipo de um profissional que tinha tudo pra não dar certo. Porque todo cartunista começa a desenhar quando criança. Eu comecei já como adulto. Já tinha 21 anos. E outra coisa: continuo morando no interior da Paraíba e continuo insistindo em falar do Nordeste, né&#8230; É tudo ao contrário do que normalmente acontece na vida de qualquer pessoa bem sucedida numa carreira &#8220;daqui pra fora&#8221;.
Você é jornalista. Você entrou pra o jornalismo já com o intuito de se tornar um cartunista profissional ou isso foi decorrente de alguma outra coisa?
Na verdade se deu ao contrário, né? Porque eu fazia Desenho Industrial. Tava concluindo Desenho Industrial e comecei a fazer a charge e comecei a me interessar pelo jornalismo. Então o jornalismo realmente me encantou, a forma da comunicação, e o interessante é que eu já trabalhava em cinco jornais diferentes, tanto na Paraíba quanto fora da Paraíba, já tinha registro profissional como jornalista, mas fiz questão de fazer vestibular e fazer comunicação. Porque todo jornalista se [...]</itunes:summary>
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		<itunes:author>netozeppelin@gmail.com</itunes:author>
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		<title>Revista Digital Epifania #1</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 02:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jerimumbeta.com.br/revista-epifania-no-1"><img class="alignleft size-full wp-image-4070" title="Epifania1" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Epifania1.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a><a href="http://jerimumbeta.com.br/revista-epifania-no-1"><br />
<span id="more-3933"></span></a></p>
<div id="attachment_3989" class="wp-caption alignleft" style="width: 87px"><a href="http://www.jerimumbeta.com.br/revista/Epifania1.zip"><img class=" wp-image-3989  " title="PDF-icon" src="http://jerimumbeta.com.br/wp-content/uploads/2012/02/PDF-icon.png" alt="" width="77" height="77" /></a><p class="wp-caption-text">Baixar arquivo PDF</p></div>
<p>Quando a internet realmente se popularizou no Brasil o fato foi visto de diversas formas: a morte da leitura, o fim da criatividade, a ameaça às  profissões e o reduto dos vagabundos. Os principais alvos destas críticas foram os blogs e as mídias sociais. Quantas vezes não soubemos de uma ou outra pessoa despedida por ter sido flagrada espiando o Orkut ou alguém que teve problemas pessoais depois que publicou algo em seu diário virtual?</p>
<p>Bem, os tempos são outros.</p>
<p>Hoje, cineastas fazem premieres de filmes no YouTube, outras encontram na simples publicação de vídeos caseiros, oportunidade profissionais valiosas; músicos independentes vendem músicas em sites especializados. Enfim&#8230; Algumas pessoas encontraram na Internet uma forma de ir além com suas profissões.</p>
<p>Com isso, as pessoas estão se aproximando um pouco mais da ideia de fazerem o que realmente querem, deixando de lado a meta do bom salário, do respeito adquirido, da empregabilidade e das facilidades das grandes profissões. É um tempo de vontades. E é inclusive por isso que resolvi fazer este trabalho da forma como ele é. Porque a minha vontade se concentra em trazer novas experiências ao leitor. Não acredito que o áudio e o<br />
vídeo limitam a imaginação. Eles expandem. E isso é bonito.</p>
<p>Que está seja a primeira.</p>
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