Pois não, Sílvio…


Hoje, 2 de dezembro de 2009, foi noticiado que Lombardi, locutor do SBT, morreu. Pode não chegar perto de meu objetivo em expressar através da escrita, o quanto este profissional foi importante para a formação de identidade da televisão brasileira.

Quando a TV iniciou seu processo de popularização no Brasil, as rádios já mantinham em suas staffs, locutores que agradavam grandes públicos através de seus dotes “vocalísticos”. Os programas de auditório, exibidos pelas primeiras emissoras de TV, reforçaram o amor dos expectadores a estes profissionais que, já acostumados com o meio midiático, se tornaram a opção mais viável para ocupar o cargo de apresentadores de palco.

Lombardi foi radialista e trabalhava na Rádio TransAmérica. Seu aproveitamento para a TV se deu exclusivamente através de sua voz. Trabalhou no SBT como voz pra tudo: dos empreendimentos Sílvio Santos às participações em programas de auditório do seu “patrão”. Como auxiliar de palco, Lombardi era um evidente amigo de Sílvio Santos e entre brincadeiras de “meu patrãozinho” e confidências trocadas na frente das caravanas, a afinidade entre os dois dinossauros era imensamente comparável à de irmãos.

A discrição de Lombardi foi de extrema importância para sua marca. Brincadeiras como “Ninguém vê essa sua namorada! Deve ser filha do Lombardi! ” reforçaram o profissional como uma voz sem corpo. Ele se tornou parte próxima, real e presente da mitologia popular brasileira (se é que existe alguma).

A prova maior do reconhecimento público frente ao seu bom trabalho é a certeza de saudade por alguém que pouco vimos, mas que temos como parte de nossa vivência atrvés de sua marca.

TV é isso.

1 comentário

  1. :( pobre Lombardi! Descanse em paz….

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