História dos Ditados Populares – Parte 2
Depois de algum tempo de ausência devido a complicações de saúde e alguns problemas com o HD do computador, o Contemporânea volta a ativa e nada melhor para animar do que contar a história de mais ditados populares utilizados pelos brasileiros. Caramba, estou pior que apresentador de televisão, tenho que tomar cuidado para não “perder as estribeiras”… RÁ! Vamos começar com esse mesmo!
Perder as Estribeiras: Quando um amigo seu fica meio maluco e descontrolado, podemos dizer que ele “perdeu as estribeiras”, mas de onde saiu este termo? A origem dessa expressão surgiu nos jogos europeus de cavalaria dos séculos 15 a 17. Muitos já devem ter imaginado a resposta, mas perder as estribeiras significava ficar sem contato com os estribos, aros que pendem de cada lado da cela, onde o cavaleiro encaixa os pés para ter apoio de se manter estável no animal. Nos jogos de cavalaria, quem perdesse as estribeiras era desclassificado. Já nas corridas do sertão do Brasil, quem perdia as estribeiras era vaiado e tinha que pagar a bebida dos amigos como punição.
Culpa no cartório: Como sempre a Igreja Católica se apresenta como a culpada de mais um desses ditados populares. Lá pelo século 13 a igreja manteve os cartórios em várias cidades para interrogar os suspeitos de heresia. Esses tribunais da Inquisição guardavam um histórico de todos os julgados em fichas, e ter seu nome em alguma daquelas fichas representava uma mancha na sociedade que dificilmente seria apagada e o individuo estava com “culpa no cartório”.
Da pá virada: Hoje nos a utilizamos para várias coisas, como para qualificar uma criança inquieta, ou para uma pessoa com más intenções. Mas em sua origem era apenas uma: Uma pessoa desocupada. Mas por quê? Quando uma pá de pedreiro está virada, ela é inútil e não serve para nada, e o termo era utilizado para designar os vagabundos e desocupados, tão inúteis quanto uma pá virada. E para a surpresa de vocês, esta expressão é de origem brasileira.

Leia também: História dos Ditados Populares – Parte 1

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