Contemporânea: O grande teatro da Coréia do Norte

Sempre que ligamos a televisão e colocamos em algum noticiário, o que vemos? Além de Michael Jackson, vemos muita tensão nos países asiáticos, principalmente com o Irã e Coréia do Norte. Ambas as nações iniciaram processos de enriquecimento de urânio, pra ser utilizado em armas atômicas. Com o ocidente alarmado, Irã e Coréia do Norte fizeram ameaças caso sofressem retaliações, e Estados Unidos, Israel, Coréia do Sul e Japão já fizeram valer seu poder na ONU (Organização das Nações Unidas) para aplicar sanções nos dois países, já que são os mais envolvidos com tal crise, além da China.
Neste artigo, e no próximo, irei falar sobre o que aconteceu no passado e que explica o que acontece atualmente nestes dois países. Coréia do Norte e Irã. Primeiramente vamos ver o que diabos acontece na Coréia do Norte, um país totalmente fechado para o resto do mundo, com taxas altíssimas de desnutrição e miséria, governado por um modelo totalmente autoritário que se diz comunista e que ameaça quebrar o cessar fogo com sua vizinha, a Coréia do Sul.
Vamos voltar até 1945, no final da Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, a região da Coréia foi ocupada por japoneses. No final da guerra os norte-americanos ocuparam a região sul da Coréia, e os soviéticos, a região norte. Com a derrota japonesa e o fim da guerra, houve uma divisão da região em duas nações: A Coréia do Norte, sob tutela da União Soviética, e a Coréia do Sul, sob influência norte-americana, divididas pelo paralelo 38°, uma região desmilitarizada. Esta situação não é única, uma vez que podemos observar clara semelhança como ocorreu na Guerra do Vietnã, onde havia um lado comunista; Vietnã do Norte; e outro com uma república democrática; Vietnã do Sul.
Podemos ver claramente que tais conflitos ideológicos são as raízes da guerra fria, o confronto não oficial entre os Estados Unidos da América e seus aliados contra a União Soviética e seus satélites. Este conflito não se dava através de combates diretos, mas sim na área econômica, tecnológica e na corrida armamentista.
Mas não havia conflitos armados? Sim, houve conflitos armados, mas não eram conflitos travados entre Estados Unidos e União Soviética, e sim por outros países que tinham as mesmas ideologias, como o Vietnã do Sul, forte aliado dos americanos, e o Vietnã do Norte, aliado do bloco comunista. Em outras palavras, outras nações lutavam em áreas isoladas, cada uma representando um lado da moeda, mas os verdadeiros chefes não se esbofeteavam. E isso, de certo ponto de vista, foi ótimo, pois caso houvesse um conflito direto, eu não estaria aqui escrevendo este artigo, graças ao holocausto nuclear que iria ocorrer.
Em 1949, a China se tornou comunista graças a uma revolução liderada por Mao-Tsé-Tung. Ao contrário do que muitos pensam, apesar de ser comunista, a China não era intensamente ligada a Moscou, uma vez que não queria receber ordens dos russos, e tinham divergências que seriam melhor que fossem evitadas. Com a influência chinesa, os Norte-Coreanos resolveram unificar as duas Coréias, declarando guerra à Coréia do Sul em 25 de junho de 1950, algo totalmente inesperado.
O ataque foi avassalador, tomando cidades rapidamente, inclusive a capital Seul em 3 de julho de 1950, e empurra as forças sul-coreanos para o extremo sul do país, quase conquistando o país inteiro. Foi nesta hora que os sul-coreanos apelaram: E agora, quem poderá nos defender?
Foi neste momento que a ONU, aproveitando que o representante da União Soviética, que tinha poder de veto, estava ausente, para organizar uma força de intervenção composta em sua maioria por soldados norte-americanos, comandados pelo general MacArthur. Em setembro, as forças da ONU invadem o litoral oeste sul-coreano, que era ocupado por tropas norte-coreanas. A invasão foi um sucesso, e em 15 de setembro, chegam com facilidade a Incheon, próximo de Seul, e cinco dias depois, conquistam a capital. Em 1° de outubro, as forças de intervenção cruzam o paralelo 38°, invadindo a Coréia do Norte e empurrando suas tropas até a fronteira com a China.

A ilusão do povo norte-coreano é tão grande a ponto de acreditar nas histórias fictícias que são ensinadas para as crianças em escolas: “Quando o líder supremo Kim il-sung morreu, em 1994, seu corpo foi levado aos céus por várias cegonhas. Comovidas com as lágrimas dos cidadãos da Coréia do Norte, as cegonhas devolveram o líder ao povo, que era o filho de Kim-Il-sung, Kim Jong-il para sucede-lo e levar o povo a vitória.”
Essa e muitas outras lendas são criadas em torno dos líderes do país, com o povo acreditando fielmente que são heróis sobre-humanos. Adultos e crianças são treinados em praças públicas para o caso de um ataque, e o ano zero do calendário é 1911, ano do nascimento de Kim il-sung.
O fanatismo mantém o governo no poder, enquanto realizam testes com mísseis balísticos, testes nucleares e declaram que não se sentem obrigados a cumprir o cessar-fogo, caso achem necessário. Uma nova guerra estar por vim? É provável, e os norte-coreanos já deram sua resposta caso haja um ataque: “Nosso Exército e nosso povo está totalmente preparado para a batalha contra qualquer tentativa dos EUA de um ataque preventivo. E caso isto ocorra, iremos varrer os invasores do mapa.”
Segue abaixo um video de um desfile militar na Coréia do Norte, em comemoração do aniversário do país.

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Que ótimo texto! Parabéns! Adorei, ajudou muito na minha pesquisa! =D
O MUNDO MERECE SER DEMOCRATA!!!!
LIVRE E DE TODOS!!!!
MORTE A KIM JONG!!!!!
COREIA DO SUL TEM QUE TER PAZ E PROSPERIDADE!!!
SE UMA GUERRA ACONTECER A ONU QUE FAÇA A ESCORIA DA COREIA DO NORTE DESAPARECER DA FACE DA TERRA!!!!
Ave Maria! Ações assim fariam a ONU tão “cruel e má” quanto a Coréia
=O (!!!)
Pois é, e eu acredito mesmo que esse pessoal do oriente ainda vai modificar completamente o atual cenário mundial. Eles são um exemplo de sabedoria, disciplina e organização, e qualquer pessoa que tenha lido "A arte da guerra" sabe que tudo isso é crucial para o sucesso militar, além do armamento, é claro.
Ótimo artigo! =)
Concordo, Carol. Mas no caso da Coréia do Norte, digamos só "disciplina e organização".