Contemporânea: França Conquistada.


Depois da rápida conquista da Polônia, Hitler aguardou uma grande ofensiva no oeste por parte de britânicos e franceses, o que, de fato, não ocorreu. Este período sem agressões foi chamado de Guerra de Mentira. Verdade que poucas tropas francesas adentraram território alemão em alguns quilômetros após a declaração de guerra, mas não ousaram continuar, assim como não realizaram nenhum grande ataque, uma vez que recuaram de volta para a França para aguardar o ataque alemão.

Enquanto britânicos e franceses se reuniam próximos a fronteira belga em abril de 1940, os alemães conquistaram de forma rápida e com poucas baixas a Dinamarca, Noruega e Holanda. Os generais de Hitler temiam uma guerra com a França, pois não seria um conflito como ocorrera na Polônia ou na desprotegida Dinamarca, mas contra uma nação poderosa que iria dar trabalho.

A defesa francesa.

A França de 1940 possuía mais tanques que a Alemanha, além de ter um exército de mais de três milhões de homens à sua disposição. Mas, assim como a Polônia, as táticas militares eram dos tempos da 1° Guerra Mundial. Seus generais previam um cenário parecido como a guerra de trincheiras, mas a inovadora Blitzkrieg alemã  mostraria que estavam completamente enganados.

Além de táticas atrasadas, os franceses depositaram grande parte de sua fé na Linha Maginot. A Linha Maginot era uma série de fortificações e bunkers subterrâneos, com milhares de peças de artilharia que se localizava em toda a extensão da fronteira da França com a Alemanha, com exceção da região das Ardenas, região com muitas árvores e terreno íngreme, onde franceses julgaram ser impossível de ser atravessada. Esta série de defesas foi criada logo após o fim da 1° Guerra Mundial, com a intenção de barrar qualquer outra invasão alemã no futuro.

A conquista da Bélgica.

Antes de avançar sobre território francês, era necessário passar pela Bélgica. Contudo, a invasão sofreria muitas baixas caso o poderoso forte belga em Eben Emael não fosse neutralizado. O forte poderia durar semanas sob ataque e Hitler não tinha esse tempo para perder. Foi resolvido que pára-quedistas iriam saltar sobre o forte e neutralizariam seus canhões.

Foram utilizados planadores para que não fossem detectados. O forte foi conquistado em 36 horas, com apenas seis alemães mortos e as tropas alemãs agora podiam seguir o avanço sem ter que encarar um forte adversário.

Alemães nas França.

Plano Amarelo, a estratégia de ataque alemão.
Plano Amarelo, a estratégia de ataque alemão.

Em maio os alemães fizeram o que os franceses consideram praticamente impossível: Invadiram a França pelas Ardenas. Sob comando dos generais Guderian, Reindthart e Hoth, os tanques alemães conseguiram facilmente atravessar o terreno acidentado da região. Uma brilhante estratégia garantiu a vitória alemã, pois quando eles atravessaram as Ardenas, dividiram o exército francês em dois e avançaram sobre a costa norte francesa, onde se localizava a maior concentração de tropas francesas e britânicas.

Os britânicos logo perceberam que se não saíssem daquela região, os alemães e seu movimento de pinça iriam cercá-los e os esmagariam. A força expedicionária britânica saiu em retirada para o oeste, mas os panzers alemães foram mais rápidos e fecharam a passagem e toda a força britânica se viu isolada do resto da França. Agora dentro de um bolsão, os  britânicos se encontravam sem saída por terra, o jeito era escapar pelo mar.

Dunquerque.

Retirada de Dunquerque.
Retirada de Dunquerque.

No dia 26 de maio de 1940, milhares de navios britânicos saíram da Inglaterra e foram em direção ao porto de Dunquerque, onde mais de 300.000 britânicos haviam se refugiado e estavam completamente cercados pelos alemães. O plano era evacuar todas as tropas da França.

A operação foi um sucesso, mas até hoje se questionam o porquê de Hitler não ter ordenado o ataque ao bolsão de tropas britânicas em Dunquerque. A resposta mais plausível é que Hitler acreditava que se ele poupasse as tropas britânicas, a Inglaterra faria um acordo de paz ou até se renderia aos alemães. Se essa foi  a sua intenção, Hitler se enganou feio, pois não houve acordo algum.

A rendição francesa.

Soldados alemães desfilam em Paris.
Soldados alemães desfilam em Paris.

Os franceses agora se encontravam sozinhos. Seus tanques foram usados contra os panzers alemães e teriam conseguido algumas vitórias se a Força Aérea Francesa tivesse aparecido para combater a Luftwaffe e seus bombardeiros de mergulho que destruíram completamente os tanques franceses.

Os alemães aguardavam uma guerra mais longa, mas o exército Francês foi derrotado em três semanas e no dia 14 de julho os alemães ocuparam Paris, sem enfrentar resistência. As batalhas continuaram no interior e o governo francês havia se mudado para Tours, mas os franceses já estavam derrotados.

No dia 25 de julho os franceses decidiram assinar a rendição, mas Hitler não pôde resistir à oportunidade de humilhá-los. Mandou trazer o vagão onde fora assinada a rendição alemã de 1918 e colocá-lo no mesmo local onde havia sido feito o armistício. O Marechal Pétain assinou a rendição, que dividia a França em duas áreas: a primeira, ao norte, seria ocupada e administrada pelas tropas da Wehrmacht; a segunda, ao sul, a chamada França de Vichy, ficaria sob domínio do Marechal Pétain que iria colaborar com os nazistas.

A França havia sido derrotada. Adolf Hitler era o senhor da Europa e planejava o próximo passo: conquistar a Inglaterra. Mas isso se mostraria mais difícil do que ele pensava.

Hitler em Paris.
Hitler em Paris.

2 comentários

  1. Interessante e informativo relato da guerra. Muito bom!

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