Contemporânea: Dentro de um Bunker!


“Bunkers ou casamatas, em arquitetura militar, são unidades de defesa ostensiva, geralmente construídos em betão (concreto) e contam com aberturas que possibilitam o fogo de armas leves, ou de artilharia.”

Sim, hoje vamos conhecer mais a respeito dessas estruturas que existem até hoje e que foram marcantes durante o maior conflito da humanidade, a II° Guerra Mundial. Desde o litoral francês, até as ilhas do pacífico, os bunkers se mostraram verdadeiros desafios para as tropas aliadas que lutavam bravamente contra os exércitos do Eixo.

Bunker na Normandia
Bunker na Normandia
Os bunkers alemães são os que mais se destacam, já que alguns continham paredes com até quatro metros de espessura! Concreto e aço juntos formavam uma parede impenetrável para a maioria dos projeteis da artilharia.

Na Normandia, litoral francês, os bunkers existem até hoje! E para quem se interessar, pode até visitá-los. Durante o conflito, os alemães previam um desembarque aliado na costa norte da França, e para oferecer resistência e tentar impedir que tal invasão tivesse sucesso, lotaram as praias da região de bunkers, minas e tudo aquilo que faz barulho quando detonado.

A invasão, de fato, ocorreu na Normandia, em seis de junho de 1944, quando tropas americanas, canadenses e britânicas tomaram as praias da região. Este momento histórico pode ser visto com bastante fidelidade no filme “O resgate do soldado Ryan”, filme que retratou tão bem a invasão que veteranos no conflito saíram das salas de cinema passando mal.

Os bunkers era utilizados em grande escala na Alemanha, principalmente no subsolo. Ao contrário do que muitos imaginam os bunkers não era utilizados somente para defender pontos estratégicos, servindo de casamatas. Eles formavam verdadeiros mundos subterrâneos, com milhares de túneis, portas, salões e abrigos antiaéreos, e muitos foram usados como quartéis-generais, laboratórios e até fábricas!

Alguns devem ter se perguntado o porquê de fábricas do subsolo. A resposta é simples: Ataques aéreos.  Os aliados jogavam bombas de forma constante nos complexos industriais da Alemanha quando a guerra estava próxima de acabar, e foi necessário montar fábricas de armas em locais seguros. Que local mais seguro do uma estrutura de baixo da terra com metros e metros de concreto que aguentariam o tranco?

Os ataques dos aliados ao território alemão obrigavam a população a entrar nestes abrigos subterrâneos. Em Berlim, ainda se encontram bunkers subterrâneos e em bom estado. Quando as bombas americanas e britânicas começavam a jorrar dos bombardeiros, milhares de pessoas se apertavam dentro destes abrigos. Muitos deles foram projetados para suportar mil e quinhentas pessoas, mas com chegaram a ficar lotados de até três mil a quatro mil pessoas. Era pior do que ônibus na segunda-feira de manhã!

Todos os bunkers tinham sistema de ventilação, mas com tantas pessoas, a morte por asfixia ocorria devido ao excesso de dióxido decarbono, já que o sistema não foi projetado para suportar uma carga tão grande de pessoas. No entanto, um método para descobrir a quantidade de oxigênio no ar era utilizado da seguinte forma: Usavam-se três velas, uma no chão do bunker, outra próxima ao meio da parede e outra quase a altura do teto. Se a primeira vela apagasse, era sinal de que o oxigênio estava acabando. Se a vela do meio apagasse, as pessoas começavam a dar sinal de asfixia e muitas já saiam do abrigo. Se a última apagasse, lascou! O bunker era totalmente evacuado.

O próprio Hitler tinha um bunker, ele podia não se flor que se cheire, mas não era burro. Este abrigo serviu como último foco de resistência do nacional-socialismo e ficava embaixo da chancelaria do Reich.  Nos últimos três meses de guerra, Hitler transformou seu abrigo particular em sede do governo alemão. O abrigo virou o quartel-general  do estado maior, e dava aos abrigados um conforto muito mais elevado do que os que se abrigavam nos bunkers da cidade.

Este último foco de resistência da Alemanha nazista contava com um ótimo sistema de ventilação, salas de jogos, reuniões, hospital e abrigava mulheres gestantes e crianças. A maioria da cúpula do partido nazista foi se refugiar justamente neste abrigo, o chamado “bunker do Führer”, e levavam seus familiares com eles.  Se você quiser ver este abrigo muito bem retratado, pode assistir ao filme “A Queda – As últimas horas de Hitler”, que, além de ser um ótimo filme, retrata fielmente o bunker de Hitler.

Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler cometeu suicídio com um tiro de pistola, junto com sua esposa Eva Braun, que ingeriu veneno. Seus corpos foram queimados pelos leais seguidores de Hitler. As tropas soviéticas, que lutavam nas ruas de Berlin a dias, não chegaram a tempo de capturar Hitler, talvez por causa da vodka. Somente no dia 2 de maio de 1945, os russos conseguiram tomar o último foco do regime nazista. Ele existe até hoje.

Se você quer saber mais a respeito do tema, recomendo os seguintes livros: “Berlim 1945: A queda” de Antony Beevor, e também tem o “No Bunker de Hitler – Os Últimos Dias do Terceiro Reich” do Joachin Fest. Também irei colocar aqui os links de cinco videos no youtube, em inglês, sobre os bunkers alemães:

6 comentários

  1. ivan says:

    rapaz! tá massa é massa. é de fu%&r demais, bicho. o rodrigo é fera. só escreve coisa boa

  2. Juliano Yamada says:

    Parabéns pelo site, e muito bom seu post; isso que falta atualmente, blogs com matérias simples e com conteúdo pois o que existe de desimformação na blogosfera MUNDIAL chega a assustar. Continue assim e espero ler ótimas matérias nesse site feio com muita dedicação.

    p.s.: esqueçer o passado faz com que erro se repitam.

  3. PHIO says:

    Muito bom! O___O

  4. Anderson Baratella says:

    Aeee Rudrigoo!!
    Parabéns pelo post cara!
    Muito interessante esse esquema das velas (eu não sabia)

    aaah.. e claro num post do RUdrigo não poderiam faltar piadinhas como a da Vodcka e do Ônibus.

    Um abraço a todos do blog e muito sucesso, vocês merecem ;)

  5. Nice, nice. Não é muito meu assunto favorito, mas gostei de como vc escreve, amigo. ^^ Parabens

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