Contemporânea: A tomada da Bastilha
Em 1789 a revolução francesa começava a estourar. A nobreza e o clero aproveitavam da boa vida e fartura, enquanto a população passava fome e sofria pela forte crise econômica que ocorria na França e que a nobreza fazia certa questão de ignorar.
A sociedade francesa era bastante hierarquizada, tendo sido dividida em três estados: O primeiro era composto pela nobreza, o segundo pelo clero e o terceiro pelos camponeses, burgueses e civis em geral. Do primeiro e segundo estado, só faziam parte 2% da população, enquanto o terceiro estado, com menos poder, representava 98% do povo. A situação formava um cenário perfeito para a revolução.
A burguesia desejava mais participação no governo, e a revolução foi a saída para que isto ocorresse. Incitado por jornalistas, o povo acreditou que as tropas do rei iriam invadir Paris e acabar com qualquer foco de rebeldia. A população foi às armas, mas precisava de mais pólvora, e que lugar melhor para conseguir isto do que a Bastilha?
A Bastilha era uma fortaleza onde eram aprisionados os opositores do regime absolutista e se localizava dentro de Paris. Na época continha apenas sete prisioneiros e era defendida por 32 guardas suíços e 82 “inválidos” de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três funcionavam. A população revoltosa fez um cerco ao redor da fortaleza, exigindo a liberdade dos prisioneiros e a rendição da guarnição.
Tentando controlar a situação, o marquês de Launay, comandante da Bastilha, tentou negociar, mas os guardas acabaram disparando na população e o assalto começou. Houve troca de tiros durante quatro horas e o número de vitimas é incerto. Launay foi arrastado pelas ruas de Paris, sendo espancado, esfaqueado e por fim teve sua cabeça decapitada, colocada na ponta de uma lança e exibida pelas ruas da cidade. A Bastilha cai no dia 14 de julho de 1789.
Ao saírem da fortaleza, os presos foram saudados pela população em festa. A emoção tomava conta do povo francês e um grito de liberdade ecoou pela Europa, fazendo com que os reis dos países vizinhos tremessem de medo. 14 de julho é feriado nacional na França até hoje.
Nos anos que se passaram após a queda da Bastilha, vários nobres foram capturados e mortos, muitos decapitados pela guilhotina. E o mundo nunca mais se esquecerá da revolta que mudou a história do mundo ocidental e que é a base para toda a democracia de hoje em dia. Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Vive la révolution!


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Gr8!!!! Muito bom! Contemporânea RULES!!